Produção Científica

Teses e dissertações orientadas pela Dra. Cármen Lúcia Brancaglion Passos

Teses (Doutorado)

Tese · 2026
Palavras-chave:Formação de Professores de MatemáticaEducação MatemáticaAutoria DocenteJogos DigitaisAbordagem Sociotécnica

Autoria docente de jogos digitais e os movimentos de ruptura com a consciência ingênua: a experiência de futuros professores de Matemática sob a ótica sociotécnica

Nunes, Daniel Martins

Resumo em português

Esta pesquisa de doutorado, ambientada no Norte de Minas Gerais e inspirada nos conceitos de “Sertão” e “Travessia” de João Guimarães Rosa, investiga a formação inicial de professores de Matemática frente aos desafios do contexto mediado por artefatos digitais. O estudo problematiza a visão instrumental e o determinismo tecnológico, manifestados sob a lógica do “salvacionismo tecnológico”. Em contraposição a essa visão dominante, a tese defendida é a de que a Autoria Docente de jogos digitais atua como um dispositivo sociotécnico de formação, capaz de tensionar a consciência ingênua sobre a técnica e romper com a crença ilusória no poder salvacionista da tecnologia. Essa autoria transcende a mera produção técnica do artefato, configurando-se como um ciclo recursivo e indissociável de criar para aplicar, e aplicar para (re)significar a criação. Nesse sentido, delimitou-se como problema norteador: Quais são as contribuições e os limites de uma experiência formativa pautada na Autoria Docente para a constituição profissional de docentes em formação de Matemática, a partir de suas percepções sobre o design, o desenvolvimento e a mediação de jogos digitais no ensino? Estabeleceu-se como objetivo geral: Investigar as contribuições e os limites de uma experiência formativa pautada na Autoria Docente para a formação de professores de Matemática, analisando as percepções e reflexões construídas pelos licenciandos a partir da vivência de concepção, programação e uso didático de jogos digitais. Desdobram-se os específicos: i) Compreender as implicações da Autoria Docente na constituição das percepções dos participantes mediante as tensões, barreiras algorítmicas e reflexões vivenciadas durante o processo de desenvolvimento dos jogos digitais; e ii) Analisar as reflexões e percepções dos licenciandos sobre as potencialidades e os limites da mediação pedagógica, evidenciadas a partir da experiência de uso desses artefatos autorais em contextos reais de ensino na Educação Básica. Sob a Abordagem Sociotécnica de Brigitte Albero, da filosofia da técnica de Álvaro Vieira Pinto, dos pressupostos da experiência (Jorge Larrosa) e da reflexão (John Dewey), a pesquisa adotou a abordagem qualitativa. Os dados foram produzidos no Instituto Federal do Norte de Minas Gerais (IFNMG – Campus Januária), onde quatro licenciandos vivenciaram a “Autoria Docente” que consistiu em: projetar, codificar e mediar o uso de jogos próprios em escolas públicas. A interpretação dos dados deu-se por meio da Análise Textual Discursiva (ATD). Os resultados atestam a validade da tese ao evidenciarem que a imersão nesse ciclo autoral provocou fissuras reais na consciência técnica dos participantes. O confronto com a realidade do “chão da escola” e com as subversões dos estudantes da Educação Básica abalou o mito do plug and play, forçando os licenciandos a enfrentarem uma zona de risco pedagógico. Conclui-se que a Autoria Docente transcende a apropriação do software, configurando-se como um processo tensional de alteridade, empatia e letramento político. A pesquisa ainda denuncia modelos curriculares aplicacionistas e a precarização estrutural escolar, defendendo que, diante da técnica, o professor politicamente desperto e consciente de sua intencionalidade é a “tecnologia” mais revolucionária da sala de aula.

Tese · 2025
Palavras-chave:Educação infantilEducação matemáticaNarrativasGrupos de estudos e pesquisaChild educationMathematics education

Narrativas de professoras da educação infantil sobre suas práticas docentes em matemática: contribuições de grupos de pesquisa

Duarte, Raissa Alexandra Lopes

Resumo em português

Era uma vez Alice (não a do País das Maravilhas) e Dorothy (não a de Oz), duas dedicadas professoras da rede pública municipal de Educação Infantil, apaixonadas pela matemática. Alice viveu sua infância em uma fazenda cercada pela natureza, em meio ao carinho da família e às brincadeiras com suas duas irmãs. Dorothy cresceu em uma capital urbanizada e agitada, onde compartilhava o cotidiano com dois irmãos e a presença constante da mãe. Certo dia, ambas decidiram trilhar caminhos distantes de suas origens. Enfrentaram desafios, percorreram rotas inesperadas, mas acabaram reencontrando na docência o sentido de suas trajetórias. As crianças, a educação e os grupos de pesquisa as acolheram novamente, permitindo que o encantamento pela profissão florescesse de outra forma. Esta tese narra as aventuras formativas dessas duas professoras, guiada pela seguinte questão investigativa: Como professoras que participam de grupos de pesquisa fortalecem suas práticas docentes na Educação Infantil ao abordarem conhecimentos matemáticos? Como objetivo geral, a pesquisa busca compreender o fortalecimento da prática docente em relação aos conhecimentos matemáticos de professoras da Educação Infantil, a partir das narrativas sobre suas experiências em grupos de pesquisa. Como objetivos específicos, esta pesquisa problematiza aspectos dos processos formativos e de construção de conhecimentos revelados por professoras de Educação Infantil em relação aos conhecimentos matemáticos na infância por meio de suas narrativas orais; e identifica os indícios do fortalecimento da prática pedagógica dessas docentes no trabalho pedagógico desenvolvido com as crianças da Educação Infantil, envolvendo conhecimentos matemáticos. Para responder a essa questão e atender aos objetivos da pesquisa, realizei um mapeamento dos grupos de pesquisa cadastrados no Diretório do CNPq que abordam a Educação Matemática na Educação Básica, selecionando aqueles que contemplam especificamente a Educação Infantil. Foi nesse percurso que conheci Alice e Dorothy, por meio de entrevistas narrativas realizadas de forma on-line. A partir de uma pesquisa com narrativas e hermenêutica, as análises foram organizadas em notas narrativas, a partir das contribuições de Jovchelovitch e Bauer (2002) e Clandinin e Connelly (2015), destacando os entrelaçamentos e distanciamentos que emergiram das histórias dessas professoras. Com Alice e Dorothy aprendi sobre a potência dos movimentos de formação contínua nos grupos de pesquisa e sobre como esses espaços colaborativos impactam o trabalho pedagógico na Educação Infantil. As duas nos deixam um convite a (re)pensar os conhecimentos matemáticos de forma sensível e situada – uma matemática possível, vivida e experienciada pelas crianças em seu cotidiano. Elas me ensinaram que, na Educação Infantil, “não há alunos nem lições de casa, mas vivências; não há tarefas, mas experiências”. Assim, a matemática ganha corpo e sentido na experiência – uma matemática significativa, que nasce da escuta das crianças e se constrói a partir do que elas vivem e sentem.

Tese · 2023
Palavras-chave:Saberes matemáticosCarpinteiros navaisPesquisa narrativaEmbarcações ArtesanaisEscola VocacionalEducação Matemática

O velejar das embarcações maranhenses: uma narrativa sobre saberes docentes (matemáticos) de um mestre carpinteiro naval ensinados no âmbito do Estaleiro Escola

Melo, Rayane de Jesus Santos

Resumo em português

A origem do Maranhão está ligada ao mar e as navegações tiveram e ainda têm um papel histórico importantíssimo na saga de ocupação desse território, bem como no seu desenvolvimento econômico, cultural e nos hábitos e costumes de sua gente. A cultura das embarcações artesanais mobiliza saberes e linguagem própria dos operários navais, porém no final do século XX e início do século XXI passou a apresentar risco de desaparecimento, uma vez que as novas gerações não demonstravam interesse pelo seu aprendizado. Para preservar e valorizar essa cultura e o saber-fazer dos operários navais foi fundado, por Luiz Phelipe Andrès, em 2006, o Centro Vocacional Tecnológico Estaleiro Escola, em que os mestres carpinteiros navais atuam como professores-formadores no Curso de Construção de Embarcações Artesanais e ensinam às novas gerações os saberes e as técnicas construtivas ao lado de professores da academia universitária. Desse modo, este estudo buscou responder duas questões norteadoras: Como um mestre carpinteiro naval tornou-se professor-formador do Curso Técnico de Construção de Embarcações Artesanais? Que saberes matemáticos do mestre carpinteiro naval são ensinados aos novos aprendizes no âmbito do Estaleiro Escola? Para isso, objetivou compreender saberes docentes (matemáticos) utilizados e ensinados por um mestre carpinteiro naval no Curso de Construção de Embarcações Artesanais Maranhenses no âmbito do Estaleiro Escola. Especificamente, buscou compreender a cultura das embarcações artesanais no contexto maranhense; reconhecer os processos criativos acerca da constituição do Estaleiro Escola; compreender o processo de institucionalização do Curso Técnico de Construção de Embarcações Artesanais; identificar saberes da prática educativa revelados por um mestre carpinteiro naval que permitem identificá-lo como professor-formador; e conhecer saberes matemáticos do mestre carpinteiro naval utilizados na construção de embarcações artesanais e ensinados no âmbito do Estaleiro Escola. A pesquisa seguiu o pressuposto teórico-metodológico da pesquisa narrativa, ancorado em D. Jean Clandinin e F. Michael Connelly. Os textos de pesquisa desta tese foram escritos a partir de dados provenientes de entrevistas narrativas; de anotações do diário de campo da pesquisadora; de gravações e fotografias registradas durante as aulas do Curso de Construção de Embarcações; de documentos do Projeto Embarcações do Maranhão; de produções acadêmicas de Luiz Phelipe e de suas entrevistas concedidas que estão disponíveis na internet; e de fontes documentais e bibliográficas. A constituição de enredo, que considerou o espaço tridimensional da pesquisa narrativa, e o entrelaçamento dos dados coletados possibilitaram compreender experiências vivenciadas por um mestre carpinteiro naval que o levaram a tornar-se professor-formador no Estaleiro Escola e que os saberes matemáticos por ele ensinados são próprios da sua cultura e foram desenvolvidos no contexto sociocultural do seu grupo. É a partir desses saberes que os operários navais assentam suas interpretações acerca da realidade, seus projetos de intervenção nela, seus hábitos essenciais e seus comportamentos cotidianos. Ao longo do texto de pesquisa e das reflexões tecidas foi possível sustentar a tese: a atuação do mestre carpinteiro naval como professor-formador e o ensino de seus saberes, especificamente, de saberes matemáticos, permitem que a missão do Estaleiro Escola de preservar, valorizar e transmitir a cultura e a arte maranhense de construção de embarcações artesanais às novas gerações, não se torne apenas uma utopia.

Tese · 2021
Palavras-chave:PNAICFormação de professoresEducação matemáticaPesquisa narrativaTeacher educationMathematical education

Ouvir, contar, reviver e recontar: narrativas de/sobre educadores matemáticos que atuaram no Pacto Nacional Pela Alfabetização Na Idade Certa

Vasconcelos, Lívia de Oliveira

Resumo em português

Participei do Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa de 2014 a 2017, o que me permitiu acompanhar diferentes fases dessa política pública: o ciclo de alfabetização matemática em 2014, a discussão sobre práticas interdisciplinares em 2015, o esfriamento das ações em 2016 e o encerramento abrupto do programa em 2017. Mobilizada por minha experiência no programa, o elegi como temática de investigação. Esta pesquisa foi realizada com a colaboração de três Educadores Matemáticos que atuaram na gênese do PNAIC: Carlos Vianna, Emerson Rolkouski – organizadores dos cadernos de formação de matemática do PNAIC – e Antonio José Lopes Bigode, que assumiu um papel de consultor na dinâmica de organização dos cadernos. Esses colaboradores me concederam entrevistas narrativas, por meio das quais se apresentaram a mim, contando como se tornaram Educadores Matemáticos, descrevendo quais caminhos os levaram até o PNAIC e com quais projetos estavam engajados na ocasião em que foram entrevistados. As experiências narradas por eles, assim como a minha própria experiência ao realizar esta pesquisa, constituem o fenômeno que investigo narrativamente, fundamentada nos aportes teóricos de Clandinin e Connelly. Meu objetivo geral é compreender como as experiências desses três Educadores Matemáticos culminaram na origem do PNAIC de matemática nos moldes em que o programa foi apresentado. Faço isso por meio de quatro narrativas escritas por mim, a partir do que foi narrado por meus colaboradores. A primeira delas está apoiada na entrevista de Carlos Vianna, que me apresentou os desafios de colocar autores diferentes para trabalharem de maneira colaborativa e integrada no PNAIC. Emerson contou como se deu a escolha dos organizadores dos cadernos de formação de matemática e revelou como sua atuação em outra política pública, que antecedeu o PNAIC, foi um fator importante para que ele fosse convidado a assumir o cargo de organizador. Tanto Emerson, quando o Carlos, citaram um terceiro Educador Matemático que, por ser um nome consagrado na produção de material didático de matemática, foi acionado por eles para atuar como um consultor na elaboração dos materiais de formação: o Bigode. Bigode, ao contar-me sobre o PNAIC, fez uma inversão de perspectiva, mostrando como o programa exigiu da comunidade acadêmica uma reinvenção tanto na forma de trabalhar como na maneira de se comunicar. Na quarta narrativa, resgato os legados de importantes Educadores Matemáticos citados pelos entrevistados como referenciais que os formaram, e cujos ideais influenciaram nas decisões que tomaram no PNAIC: Lydia Lamparelli e Romulo Lins. Para finalizar, apresento a tese que construí a partir do testemunho de meus colaboradores e do processo interpretativo e analítico que fiz na condição de pesquisadora.

Tese · 2020
Palavras-chave:Educação matemáticaProfessoras pesquisadoras da própria experiênciaPesquisa narrativaParadigma indiciárioPesquisa da própria práticaMathematical education

Processos de tornar-se pesquisadora da própria experiência: indícios narrativos de professoras que ensinam matemática

Leandro, Everaldo Gomes

Resumo em português

Camille nasceu na cidade de Getúlio Vargas no Rio Grande do Sul. Nádia é mineira assim como eu. Maria Auxiliadora, ou melhor, Dora Megid é paulista. Camille estudava enquanto seus pais estavam na roda de chimarrão. Dora Megid era uma aluna muito boa em Matemática e foi alfabetizada no método montessoriano. Nádia perdeu seu pai muito jovem e ele dizia coisas do tipo: mulher tem que estudar para ser alguém na vida. Camille aprendeu a tocar piano. Dora Megid e Nádia tem netos. Camille morou em Curitiba, Nádia em Porto Velho. Camille fez bacharelado e lia textos em outras línguas. Dora Megid estudou em escola de freiras. Nádia sofreu para conseguir emprego durante a Ditadura Militar, enquanto Dora Megid foi para as ruas protestar. Nessa época, Camille nem era nascida. Um padre foi exemplo para Nádia. Muitas lembranças... Mas o que essas mulheres têm em comum? Camille, Nádia e Dora Megid, cada uma seguindo seu próprio caminho, se tornaram professoras que ensinam Matemática e que pesquisam suas próprias experiências. O presente estudo teve por objetivo compreender processos de constituir-se pesquisadora da própria experiência a partir dos indícios narrativos deixados por essas professoras. Denominou-se por indícios narrativos as pistas e os sinais encontrados nas narrativas de Camille, Nádia e Dora Megid. Os indícios narrativos possibilitaram responder à pergunta: como professoras que ensinam Matemática tornaram-se pesquisadoras da própria experiência? As narrativas das professoras confirmaram uma tese: “ser professora que ensina Matemática no século XXI, para as participantes desta pesquisa, está relacionado à construção de uma postura profissional que entenda a necessidade de ser pesquisadora da própria experiência, considerando condições objetivas e subjetivas de vida que possibilitem processos de tornar-se professora pesquisadora”. Estar diante de uma narrativa é surpreender-se...

Tese · 2019
Palavras-chave:Pesquisa narrativaExperiênciaEducação matemáticaNarrative researchExperienceMathematical education

Por entre os ‘eus’ e os ‘nós’ - experienciados sob o prisma da matemática - tecidos em narrativas

Evangelista, Maria Tereza Fernandino

Resumo em português

Este um é estudo narrativo que protagonizo junto a três ex-alunos do Colégio de Aplicação onde atuo como professora de Matemática. Trata-se de um texto que toma forma a partir da perspectiva da Pesquisa Narrativa (CLANDININ & CONNELLY) e, por assim o ser, é uma investigação que elege a experiência para estudo, em particular, as experiências dos referidos jovens com a Matemática no decurso da formação escolar de cada um, bem como as minhas, enquanto professora e pesquisadora que experiencia o próprio ato de pesquisar. O foco é conhecer e compreender, narrativamente, as trajetórias dessas experiências e, assim, aprofundar os modos de, a elas, atribuir sentido. Para a construção dos textos, optamos por solicitar a escrita de narrativas autobiográficas e realizar entrevistas narrativas individuais. Portanto, compartilhamos belas e instigantes histórias que, além de confirmarem o grande potencial formativo das narrativas no contexto educacional, alinharam-se quanto à(s)/ao: supervalorização da disciplina ‘Matemática’; censura ao instrumento avaliativo ‘prova’; importância da figura docente na aprendizagem; anseio de que a aprendizagem Matemática seja para todos; percepção de que o processo educativo da Matemática tem relação com sentimentos negativos; importância da dimensão afetiva no processo de ensinar e aprender Matemática, dentre outros aspectos. Mas, para muito além de quaisquer entrecortes nas narrativas desses jovens, importa ressaltar que, a partir do acúmulo de suas singulares experiências, cada história é especialmente valiosa quando a elas nos atentamos e aprofundamos em seus sinais e enlaces, não apenas nos ares escolares da Matemática, mas em tantas outras dimensões que tocam a vida humana. Em postura de compreensão narrativa das narrativas, junto aos jovens, este texto foi composto permeado pelas experiências narradas e pelas que tive ao longo do processo de pesquisar, aprofundar e redigir, ora como professora de Matemática, ora como pesquisadora, sempre em posição de inacabamento, em busca de melhores tons. Também fazem parte dessa composição: autores renomados que subsidiam essa empreitada narrativa; personagens coadjuvantes que participam de modo cotidiano, ordinário e essencial das histórias narradas; poetas, músicos, escritores, bem como os próprios leitores que se permitirem afetar e transformar pelas histórias. Por fim, o nosso estudo sinaliza que: as narrativas de estudantes, acerca de suas experiências com o processo de ensino, aprendizagem e avaliação da Matemática, são potencialmente formativas pois, revelam marcas sobre esse processo, sinalizam para o redirecionamento de práticas pedagógicas, problematizam estratégias de ensino e de avaliação, provocam reflexões e questionamentos sobre os sentidos e significados da Matemática ensinada nas escolas, apontam para a necessidade de reestruturação dos cursos de formação de professores de Matemática e pontuam que, para além da dimensão cognitiva, o processo educativo só se efetiva se alinhado às necessidades afetivas e formativas dos jovens. Por fim, ao lidar com a permanente descoberta e constituição da pessoa/pesquisadora narrativa que venho sendo, vivenciei o desafio e a ousadia de me expor por essas linhas, tendo por motivação primeira as minhas experiências enquanto professora de Matemática de jovens, cujas vozes ganharam status de permanente eco em mim.

Tese · 2018
Palavras-chave:Formador de professores de matemáticaDesenvolvimento profissionalFormação de professores de matemáticaPesquisa narrativaMathematics teacher educatorsProfessional development

Desenvolvimento profissional de formadores de professores de matemática que são Investigadores da docência

Coura, Flávia Cristina Figueiredo

Resumo em português

Este estudo tem por objetivo compreender as experiências de desenvolvimento profissional de formadores de professores de Matemática que são investigadores da docência. O termo “formador de professores de Matemática” faz referência ao docente do Ensino Superior que atua na formação de professores de Matemática, e a expressão “investigador da docência” remete àqueles que se comprometem com a formação de professores e com a docência, a partir das quais realizam suas investigações e produzem conhecimentos da prática, que ofereçam suporte à sua atuação profissional e à de outros. A investigação foi realizada segundo as orientações de Clandinin e Connelly a respeito da pesquisa narrativa. Os dados foram produzidos a partir de entrevista dialógica em profundidade, com caráter biográfico-narrativo, realizada individualmente com cada uma das seis participantes. Os textos de campo – mapeamento da trajetória do formador, transcrição da entrevista e notas de campo – foram produzidos pela doutoranda a partir da produção acadêmica de cada participante, da transcrição das entrevistas individuais e dos registros sobre a realização dessas entrevistas, respectivamente. A transição dos textos de campo para os textos de pesquisa resultou em seis narrativas que revelaram experiências de desenvolvimento profissional de formadores de professores de Matemática que são investigadores da docência. Com a narrativa de cada participante buscou-se estabelecer uma cronografia de elementos importantes e, assim, foram identificadas experiências de desenvolvimento profissional vivenciadas por formadores de professores de Matemática que são investigadores da docência: uma relação de proximidade e uma interação com a escola e com o professor que ensina Matemática na Educação Básica; a identificação/distinção de uma matemática particular para o trabalho do professor; a valorização de um conhecimento matemático para a formação do professor que ensina Matemática, a ser abordado com os outros da Base de Conhecimentos para o Ensino; a constituição de uma prática na formação orientada para a atuação profissional do professor que ensina Matemática e a busca de sustentação teórica e empírica para compreender e orientar sua atuação profissional. A análise transversal das narrativas procurou seguir o movimento diacrônico das vivências e das experiências presentes nas narrativas das participantes organizadas em três momentos/movimentos para evidenciar as transformações, em suas histórias de vida e de formação, quando se constituíram (1) professores de Matemática, (2) formadores de professores de Matemática e (3) investigadores da docência; e permitiu compreender como formadores de professores de Matemática que são investigadores da docência se desenvolvem profissionalmente. Essas transformações foram marcadas por mudanças de posicionamento das formadoras quanto aos conhecimentos relativos à sua atuação profissional: para se constituir professoras de Matemática, produziram conhecimento na prática de ensinar Matemática; para se constituir formadoras de professores, produziram conhecimento na prática da formação de professores; e para se constituir investigadoras da docência, produziram conhecimento da prática de ensinar Matemática e da prática de formar professores. Nesses movimentos, o modo como as participantes se desenvolvem profissionalmente tem forte relação com o comprometimento que estabelecem com sua atuação docente e com a interação que consolidaram entre investigação e docência, desde quando ensinavam Matemática.

Tese · 2018
Palavras-chave:Formação inicialMatemática - Estudo e ensinoAnos iniciaisLudicidadeNarrativasInitial training

Querido diário... o que revelam as narrativas sobre ludicidade, formação e futura prática do professor que ensina(rá) matemática nos anos iniciais

Silva, Américo Junior Nunes da

Resumo em português

Este estudo objetivou investigar o que revelam narrativas de licenciandos do curso de Pedagogia da UFSCar, construídas ao longo da formação, sobre a ludicidade, o ensino de matemática e o constituir-se professor que ensina matemática nos anos iniciais. Para isso, portanto, respaldamo-nos nos pressupostos de uma pesquisa narrativa, elegendo-a como a melhor forma de compreender a experiência e abraçando as narrativas, simultaneamente, como método e como fenômeno a ser estudado. Os textos de campo, construídos ao longo da pesquisa, foram os diários e as entrevistas narrativas. Esperamos compreender, e essa é a tese que defendemos, como a construção desses diários e a anamnese de suas vidas tem potencialidade formativa e marca a constituição da identidade docente. O olhar que lançamos focaliza as narrativas produzidas ao longo dos últimos anos, desde o contato inicial com a disciplina de “Matemática: conteúdos e seu ensino”, no segundo semestre de 2015, até a entrevista narrativa realizada no primeiro semestre de 2017. Para composição do texto de pesquisa consideramos as experiências vivenciadas e o que nos revelaram as cinco estudantes em seus textos de campo. Tentamos apresentá-los como registro em um diário e levando em consideração o movimento dinâmico das experiências. Essas narrativas foram analisadas, portanto, tendo em vista o seguinte movimento narrativo: i) Olhar ao que propõe o curso de Pedagogia da UFSCar em busca de indício de como se dá essa formação e como foi significada pelas estudantes; ii) Focalizar nas narrativas iniciais e nos lampejos das histórias de vida das participantes em busca das concepções reveladas sobre a ludicidade e o constituir-se professor que ensinará matemática nos anos iniciais; e iii) Narrar, portanto, nossas experiências com a disciplina para, no movimento da própria experiência, perceber como as mesmas foram significadas, em busca de ampliar o olhar acerca do puzzle de pesquisa. Foi a partir do olhar para o Projeto Pedagógico que percebemos que há uma supervalorização de um perfil específico de formação. Pelo histórico do curso e sua ligação, desde a sua criação, com as questões de orientação e administração escolar e pelo que nos apresentaram as estudantes, notamos que se priorizou um determinado aspecto da formação em detrimento de outros. Uma maior preocupação ou olhar mais atento à formação do professor que ensinará matemática nos anos iniciais e a sua formação lúdica, por exemplo, foram silenciadas do documento. Ao longo dos textos de campo percebemos que a formação inicial tem uma marca socializadora e que a mesma depende da natureza, da estrutura e do modelo de formação, bem como das crenças e do que as estudantes trazem e que foram construídas ao longo de suas histórias de vida. As alunas chegaram ao espaço da pesquisa com suas histórias e com crenças construídas acerca do ser aluno e professor, da matemática e do como ensiná-la. O processo de escrever sobre os encontros e retomar, da própria história de vida, como se deu essa construção da relação com a matemática, possibilitou desmistificar o medo e algumas dificuldades que possuíam. Percebemos que as narrativas produzidas ao longo da formação revelaram muito sobre a formação, a ludicidade e o constituir-se professora que ensina(rá) matemática nos anos iniciais. Os elementos da história de vida de licenciandos em Pedagogia, registrados em diários, durante a formação inicial, focalizando a matemática e a ludicidade, revelam marcas - positivas e negativas da matemática -, provocam reflexões e indagações sobre ser professor que ensinará matemática nos anos iniciais e dão pistas sobre a constituição profissional de professores.

Tese · 2016
Palavras-chave:Narratives AutobiographicalMathematics EducationEarly YearsPermanent TrainingProfessional DevelopmentTeacher Identity

Entre fios e teias de formação : narrativas de professoras que trabalham com matemática nos anos iniciais – constituição da docência e os desafios da profissão na educação pública estadual paulista frente aos programas de governo no período de 2012 a 2015

Montezuma, Luci Fátima

Resumo em português

Este texto decorre de uma pesquisa de doutorado, de abordagem qualitativa, que contou com a participação de nove professoras polivalentes e experientes que ensinam Matemática para os anos iniciais, que atuam na Educação Pública Estadual Paulista, e que, ao longo dos anos de 2012 a 2015, produziram narrativas autobiográficas, escritas e/ou orais, a partir de entrevistas narrativas, considerando os processos formativos vivenciados ao longo de suas histórias de vida, com os olhares voltados, principalmente, para a Matemática, frente à implantação de programas de governo com foco nessa disciplina, nos anos iniciais: Educação Matemática para os Anos Iniciais–EMAI e Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa–PNAIC-Matemática. Reconhecendo que o modo de ser e de estar docente relaciona-se com a cultura instituída e experienciada pelos professores, objetivou-se compreender nesta pesquisa, como se dá o processo de constituição da identidade docente de professoras experientes que trabalham com Matemática nos anos iniciais, frente aos programas de governo que impactaram o ensino da Matemática nos anos iniciais na Educação Pública Estadual Paulista no período entre os anos de 2012 a 2015, intitulados EMAI e PNAIC de Matemática, buscando compreender o processo de constituição da identidade docente das professoras colaboradoras ao longo do tempo, levantar indícios de desenvolvimento profissional e dos impactos das políticas públicas educacionais no exercício da docência. Neste movimento, buscou-se responder à questão investigativa, compreendendo como se dá o processo de constituição da identidade docente de professoras experientes, frente aos dois programas, e saber quais impactos foram gerados na prática docente delas, visto que, programas dessa natureza, interferem substancialmente no cotidiano das escolas. Os aportes teóricos que subsidiaram a análise estão embasados nas pesquisas narrativas e autobiográficas, especialmente em: Bolivar, Domingo e Fernandez; Connnelly e Clandinin; Josso; Passeggi, Souza e Vicentini; e no campo da formação de professores em: Mizukami et al.; Tardif; Shulman. A análise das narrativas revela indícios de desenvolvimento profissional das professoras a partir dos programas instituídos, mas sinaliza que, na prática de sala de aula, junto aos alunos, em determinadas situações, frente às suas concepções já fortemente arraigadas historicamente, elas entram em conflito com as orientações teórico-metodológicas propostas, e assumem práticas que poderiam ser consideradas como insubordinação criativa, quando o professor se atreve a criar e ousar na docência com o desejo de promover uma aprendizagem na qual os estudantes atribuem significados ao conhecimento. A análise revela, como apontado nas pesquisas do campo da formação de professores, que ensinar é fazer escolhas em plena interação com os alunos, a começar dos saberes dos professores, das suas concepções, da ética e do compromisso profissional que têm com o exercício da docência. Os estudos também sinalizam o desconforto das professoras frente à precarização profissional sentida no trabalho docente, o que as deixa com receio sobre como será o destino desta categoria no futuro e, algumas vezes, até com um certo mal-estar docente.

Tese · 2016
Palavras-chave:Base de conhecimento para o ensinoFormação inicialProfessor de matemática inicianteInitial teacher educationKnowledge base for teachingBeginner mathematics teacher

Formação inicial e base de conhecimento para o ensino de matemática na perspectiva de professores iniciantes da educação básica

Leite, Eliana Alves Pereira

Resumo em português

Essa pesquisa teve como objetivo principal investigar sobre a construção do repertório de conhecimentos para o ensino no curso de Licenciatura em Matemática na perspectiva de professores de matemática em início de carreira. Sendo assim, o foco da investigação foi a formação inicial do professor de matemática, considerada como espaço de construção de marcos de referência e de sustentação na constituição de uma base de conhecimento para o ensino durante a trajetória de vida e profissional do professor. Como aportes teóricos, buscouse fundamentar o estudo em autores que pesquisam sobre a formação de professores, a formação inicial e o início da carreira docente, tanto da área da Educação quanto do campo da Educação Matemática. Metodologicamente a pesquisa é de abordagem qualitativa, tendo participado do estudo cinco professores de matemática em início de carreira, atuantes em escolas públicas de Ji-Paraná/RO. Os professores são egressos da Universidade Federal de Rondônia, Campus de Ji-Paraná. Na pesquisa de campo, recorreu-se ao questionário e à entrevista semi-estruturada como estratégias para produção de dados. A interpretação e análise dos dados ocorreu por meio de três eixos temáticos, intitulados de: conhecimentos construídos para o ensino na formação inicial, reconhecidos por professores de matemática iniciantes; lacunas da formação inicial identificadas pelos professores de matemática em início de carreira na construção dos conhecimentos para o ensino; e aprendendo a ensinar e os conhecimentos de como ensinar na perspectiva dos professores de matemática em início de carreira. Como conhecimentos necessários ao ensino, optou-se, no fazer interpretativo e analítico, em delimitar as discussões quanto ao conhecimento do conteúdo específico, conhecimento pedagógico do conteúdo e o conhecimento pedagógico geral, categorizados por Shulman e que integram, dentre outros conhecimentos, o que o autor denomina de base de conhecimento para o ensino. Em síntese, dos resultados obtidos, destaca-se que os professores de matemática em início de carreira reconhecem e evidenciam a contribuição do curso de Licenciatura em Matemática na construção de alguns conhecimentos que integram os conhecimentos do conteúdo específico, pedagógico do conteúdo e pedagógico geral. Os professores também revelaram uma variedade de lacunas decorrentes da formação oportunizada no curso de graduação, destacando dificuldades que enfrentaram no início da carreira em razão destas lacunas, e as limitações e inadequações da formação continuada. Evidenciaram ter a compreensão de que aprender a ensinar é um processo contínuo e que portanto eles se mostram receptíveis à ideia de que estão inseridos nesse processo de aprendizagem, sendo que, dentre os espaços explicitados como contributivos nesse processo de formação, foram destacadas a formação inicial, a formação escolar e a experiência profissional. Assim, embora se considere a impossibilidade de que a base de conhecimento para o ensino seja fixa e imutável, e que portanto seja fruto de apenas um contexto formativo, e considerando a aleatoriedade e as limitações da formação continuada e das condições de trabalho do professor iniciante, defende-se nessa pesquisa a tese de que a formação inicial é o espaço institucional que reúne condições específicas para oportunizar um repertório amplo de conhecimentos, de modo a se garantir marcos referenciais formativos e profissionais para a constituição e sustentação de uma base de conhecimento para o ensino a ser expandida ao longo da carreira docente, de forma sólida e coerente com as exigências da profissão de professor na atualidade.

Tese · 2013
Palavras-chave:Matemática - estudo e ensinoProfessores - formaçãoTutoria virtualEducação a distânciaCurso de pedagogiaTutor virtual

O tutor virtual como formador: a matemática no curso de pedagogia a distância da UFSCar

Bertini, Luciane de Fatima

Resumo em português

A realização da presente pesquisa foi motivada pelo interesse na formação matemática dos professores (ou futuros professores) dos anos iniciais do Ensino Fundamental na modalidade a distância e, mais especificamente, quanto à atuação do tutor virtual neste processo. A questão que norteou a investigação foi: Quais ações das práticas dos tutores virtuais, em disciplinas que envolvem conteúdos matemáticos num curso de Pedagogia a distância, permitem identificá-los como formadores de professores? O referencial teórico abordou a formação de professores na Pedagogia, através de discussões sobre a formação matemática nestes cursos, sobre o papel do formador e sobre as especificidades desta formação na modalidade a distância, principalmente em relação à docência coletiva. O cenário utilizado para coleta de dados foi o curso de Licenciatura em Pedagogia na modalidade a distância da Universidade Federal de São Carlos, instituição parceira do Sistema Universidade Aberta do Brasil. A opção pelo objeto a ser estudado permitiu aproximar tal pesquisa de um estudo de caso, que busca o conhecimento a partir da focalização de um caso específico, representado, neste estudo, pela forma de organização do trabalho dos tutores virtuais. Compõem os dados desta pesquisa: material disponível no Ambiente Virtual de Aprendizagem das disciplinas que envolvem conteúdo matemático, questionários respondidos pelos tutores virtuais e estudantes, entrevistas realizadas com os tutores virtuais, documentos e legislações do governo brasileiro em relação a Educação a Distância e documentos da organização dos cursos a distância da universidade. A análise desses dados foi realizada levando em consideração aspectos da análise de conteúdo, numa abordagem qualitativa. Pôdese observar que os tutores virtuais, participantes da pesquisa, exerceram ações que permitem identificá-los como formadores de professores em diferentes momentos: quando eles levaram em consideração os aspectos da cultura do Ensino Superior a distância; quando abordaram questões referentes ao conteúdo matemático e seu ensino e quando exercitaram sua autonomia no processo de docência coletiva. Além do envolvimento efetivo com a formação dos estudantes enquanto professores (ou futuros professores), os tutores exerceram o papel de formadores quando se envolveram no seu próprio processo formativo e mostraram uma postura reflexiva sobre sua própria atuação, sobre o curso e sobre o ensino de matemática na Educação a Distância. Ainda foi possível observar que as condições de trabalho, a forma de organização da tutoria pela instituição e a forma de condução do trabalho pelo professor da disciplina tiveram influência no tipo de atuação realizada pelos tutores. Considera-se, a partir da análise, que a qualidade de um curso de formação de professores a distância está intimamente ligada à organização do trabalho dos tutores virtuais e à possibilidade de que este exerça o papel de formador de professores. Assim, os aspectos que contribuem para esta atuação precisam ser mantidos, ampliados e qualificados e os que dificultam tal prática precisam ser discutidos e minimizados.

Tese · 2012
Palavras-chave:Matemática - estudo e ensinoEducação infantilGrupo colaborativoFormação continuada de professoresEducação Matemática na infânciaMathematical Education in Childhood

O conhecimento matemático na educação infantil: o movimento de um grupo de professoras em processo de formação continuada

Azevedo, Priscila Domingues de

Resumo em português

Esta pesquisa investigou quais são os conhecimentos matemáticos e metodológicos produzidos, reconhecidos e ressignificados por professoras da Educação Infantil, quando se reúnem em um grupo de estudos sobre a Educação Matemática na infância. E quais são os indícios de desenvolvimento profissional manifestados pelas participantes do grupo em processo de formação continuada. Os objetivos foram: analisar os processos formativos de constituição e manutenção do grupo GEOOM; evidenciar o percurso de aprendizagens desencadeadas a partir do grupo; e identificar a produção, o reconhecimento e a ressignificação dos conhecimentos matemáticos e metodológicos que se revelaram nas narrativas orais e escritas. Trata-se de uma pesquisa de cunho qualitativo que, através da análise de conteúdo, acompanhou o processo de constituição e a manutenção de um grupo no qual se reuniram e conviveram em momentos e em espaços de tempo nem sempre coincidentes , durante cinco semestres, 39 professoras da Educação Infantil da rede municipal de São Carlos/SP. Os materiais empíricos foram construídos a partir de narrativas reflexivas (orais e escritas) produzidas pelas professoras, diário reflexivo da formadorapesquisadora e questionários (inicial e final) respondidos pelas professoras. Identificaram-se, a partir dos dados, os seguintes aspectos: as concepções de Educação Infantil e Educação Matemática das professoras do grupo; as abordagens metodológicas redimensionadas pelas professoras no processo de formação no grupo; os conhecimentos matemáticos possíveis de trabalhar a partir dos jogos, histórias infantis e situações problemas; os aspectos da aprendizagem colaborativa que ocorreu no grupo; e o blog do grupo como um meio de socialização do conhecimento produzido. A fundamentação teórica sustentou-se nos estudos de Barbosa e Faria, Kishimoto e Grando, Van de Walle e Moura, Imbernón, Hargreaves, Ponte, Day, Fiorentini, entre outros. A ajuda mútua entre as envolvidas e a relação de confiança estabelecida no grupo não foram suficientes para que ocorressem mais espontaneamente a negociação de significados e a troca de ideias matemáticas. A parceria universidade-escola, na tomada de decisões, foi esperada pelas professoras como forma de validar sua prática docente.

Tese · 2012
Palavras-chave:Estágio SupervisionadoAprendizagem da docênciaFormação (Com)partilhada de ProfessoresDesenvolvimento ProfissionalProfessores formaçãoSupervised Internship

O estágio na licenciatura em matemática : um espaço de formação compartilhada de professores

Andrade, José Antônio Araújo

Resumo em português

O objetivo principal desta pesquisa foi analisar as potencialidades de um trabalho compartilhado entre professores de Matemática em exercício e futuros professores. O foco dessa pesquisa é a aprendizagem da docência, que se estabelece pela relação que se tem com o saber, ou neste caso, com os saberes que são mobilizados no contexto da prática pedagógica. As seguintes problemáticas de investigação foram formuladas: Que saberes são mobilizados e/ou (trans)formados na aprendizagem na docência situada em um contexto de trabalho compartilhado? Que elementos atuam ou possibilitam a aprendizagem da docência e o desenvolvimento profissional situados em um contexto de trabalho compartilhado? A opção foi investigar uma experiência de trabalho compartilhado a partir de narrativas escritas ou orais. A coleta dos dados foi realizada no ano letivo de 2009. Participaram das atividades de estágio 21 estudantes da licenciatura, 10 professores colaboradores e o orientador de estágio/pesquisador. Dez equipes de trabalho foram constituídas, constituindo assim o cenário de investigação. Procurou-se analisar: o processo reflexivo dos estudantes da licenciatura nos momentos de sua participação e aprendizagem durante a atividade de se ensinar matemática no contexto escolar; as possibilidades e as potencialidades do trabalho colaborativo para formação do professor a partir do estágio e para a consolidação da profissão docente; os saberes e as reflexões desencadeadas nesse processo; e, as contribuições para o estágio supervisionado, para a formação continuada e para o ideário de Matemática Escolar desses atores. A análise do conteúdo permitiu delimitar quatro unidades de significado: profissionalização docente; aprendizagem da docência; tensões e contradições; e confrontos de cultura (relação universidade-escola). Cabe considerar que, dessas quatro unidades de significado, tomamos as duas primeiras como categorias de análise. Nelas foi possível constatar as potencialidades dessa formação na constituição de múltiplas aprendizagens. Estabeleceu-se um processo identitário dos estagiários com a profissão nos momentos de reflexão sobre as práticas com as quais começaram a interagir. Mobilizou-se uma pluralidade de saberes que culminaram na aprendizagem a respeito: da gestão curricular em Matemática (planejamento de aulas e forma de condução, pautadas em uma postura investigativa e problematizadora; significado dos processos avaliativos; importância das interações da sala de aula para o estabelecimento de um ambiente de aprendizagem para os alunos). Além disso, foi possível identificar importantes aspectos do desenvolvimento profissional da professora supervisora que caracterizam o inicio de uma autogestão de seu processo de formação. Com a pesquisa vislumbramos um novo rumo para as atividades de estágio em que se fortaleça a relação universidade e escola na busca por possibilidades ou estratégias para uma melhor interação dos sujeitos nessa atividade, pensando que a evolução da profissionalização docente depende de uma formação inicial que possa conferir autonomia ao sujeito em gerenciar suas práticas profissionais.

Tese · 2012
Palavras-chave:EducaçãoDesenvolvimento profissionalAprendizagem profissional da docênciaProcesso formativoMatemática - ensino e aprendizagemEnsino à distância

Processos formativos em matemática de alunas-professoras dos anos iniciais em um curso a distância de Pedagogia

Carneiro, Reginaldo Fernando

Resumo em português

Esta pesquisa teve como objetivo investigar os processos formativos em matemática de alunas-professoras dos Anos Iniciais em um curso a distância de Pedagogia a partir do seguinte questionamento: Quais processos formativos são evidenciados por alunasprofessoras quando inseridas nas disciplinas específicas de matemática em um curso a distância de Pedagogia? No referencial teórico, discutimos os conceitos de: desenvolvimento profissional, base de conhecimento para o ensino, reflexão, autonomia, interação, colaboração, diálogo, entre outros. Para iniciarmos o desenvolvimento do estudo, de natureza qualitativa, entramos em contato, via e-mail, com os estudantes da primeira turma que já haviam cursado as disciplinas de Linguagens Matemática 1 e 2 e Estágio Supervisionado 1 e 2 e solicitamos que respondessem a um questionário de caracterização. Nove alunas já eram professoras na Educação Infantil e/ou nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental e foram os sujeitos da pesquisa devido a nossa hipótese de que os processos formativos vivenciados poderiam ter contribuído com o desenvolvimento profissional delas, promovendo aprendizagens dos conteúdos matemáticos e também aprendizagens da docência. Pelo fato delas serem alunas do curso e já atuarem como professoras as identificamos, no texto, como alunas-professoras. Utilizamos para a produção de dados as atividades desenvolvidas nas disciplinas mencionadas e entrevistas semiestruturadas que foram realizadas via Skype ou Messenger. A análise dos dados foi realizada a partir da teoria de análise do conteúdo e emergiram dois eixos temáticos com subcategorias: Relação com a matemática e seu ensino e aprendizagem composto por As narrativas das alunas-professoras e Indícios de mudanças e; Processos formativos em matemática se constituíram das subcategorias Diferentes escritas nas disciplinas, Interações e mediações no ambiente virtual, Leituras e o processo reflexivo sobre a prática e As regências nos estágios. Os resultados evidenciaram que as alunasprofessoras tiveram algumas pequenas mudanças em suas crenças sobre a matemática, seu ensino e aprendizagem, sobre as práticas de sala de aula, sobre os sentimentos com relação à matemática e sobre a relação professor-aluno. Além disso, os processos formativos vivenciados promoveram a (re)construção e a (re)significação dos conteúdos matemáticos estudados e proporcionaram aprendizagens da docência. Para tanto, foram fundamentais o material impresso utilizado nas disciplinas, as atividades propostas, as interações que ocorreram entre as alunas-professoras e os colegas em que as participantes propuseram questionamentos, discutiram os conceitos matemáticos e os comentários dos colegas, argumentaram e trouxeram práticas de sala de aula, além das mediações realizadas pelos tutores. As análises também apontaram que elas ampliaram sua base de conhecimento para o ensino e que mobilizaram o processo de raciocínio pedagógico ao elaborarem as atividades com relação aos conteúdos matemáticos para as regências do estágio, as formas de trabalhálos com os alunos e aspectos do planejamento da aula como os imprevistos que ocorrem e o tempo para realização das atividades.

Tese · 2011
Palavras-chave:Professores - formaçãoEducação matemáticaFormação continuada de professoresAprendizagem docenteMatemática - estudo e ensinoNarrativas

A exploração-investigação matemática: potencialidades na formação contínua de professores

Lamonato, Maiza

Resumo em português

Esta tese investigou as potencialidades formativas da exploração-investigação matemática para o professor que ensina matemática para crianças de 6 a 11 anos professoras que lecionam nos anos iniciais do ensino fundamental, uma professora da educação infantil e uma professora de matemática, graduanda em pedagogia tendo como foco: (a) o desenvolvimento de atividades exploratório-investigativas em um grupo de professoras que se reunem periodicamente e (b) as práticas pedagógicas das professoras que foram desenvolvidas com referência à exploração-investigação matemática. A questão diretriz foi delimitada como Quais são as potencialidades formativas da exploração-investigação matemática para o conhecimento do professor e de suas práticas? . Tendo como contexto de constituição dos dados, um grupo de formação contínua com as participantes e a pesquisadora, na perspectiva da pesquisa qualitativa, esta tese, em estilo narrativo, analisou a representação da experiência vivida, valorizando a perpectiva das participantes no grupo, resultando em um texto constituído em um movimento contínuo de viver, representar, interpretar (analisar) e novamente representar. O material analisado foi composto por videogravações e respectivas transcrições feitas pela pesquisadora, narrativas (orais e escritas) da pesquisadora e das participantes, diário de campo da pesquisadora, registros escritos das professoras e dos alunos e fotografias. Tendo como fundamento autores que tratam da exploração-investigação matemática, das aprendizagens de professores e destes como profissionais protagonistas de sua formação ao longo da vida, dentre os resultados, destaca-se que as atividades exploratório-investigativas foram favorecedoras da ampliação dos conhecimentos de conteúdos geométricos das professoras, em suas estruturas substantiva e sintática e pelas reflexões sobre o uso de recursos didáticos. Além disso, foi possível relacionar uma ou mais tarefas em uma sequência e identificar as atividades desenvolvidas como promotoras de problematização das práticas das professoras. Na sala de aula dos anos iniciais do ensino fundamental, as atividades se desdobraram em problemas abertos e em exploração-investigação propriamente dita, favorecendo a criação de um ambiente de negociação de significados e comunicação de ideias com as crianças. Isso permitiu aprendizagens docentes, pelo melhor conhecimento sobre o que as crianças já sabem, como elas podem argumentar, questionar e estabelecerem posturas investigativas que ultrapassam as aulas com conteúdos de geometria e sobre os modos de intervenção do professor para possibilitar tais situações.

Dissertações (Mestrado)

Dissertação · 2022
Palavras-chave:Formação continuadaPrática pedagógicaPensamento algébrico nos anos iniciaisContinuing trainingPedagogical practiceAlgebraic thinking in the early years

(Re)vendo a formação continuada de professores que ensinam matemática quando o assunto é pensamento algébrico: limites e desafios

Silva, Danielle Abreu

Resumo em português

Esta dissertação, vinculada ao Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGE) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) junto à linha "Educação em Ciências e Matemática", tem como objetivo analisar o movimento de formação continuada em um grupo de estudos com características colaborativas, centrado na escola, em relação ao desenvolvimento do pensamento algébrico no ciclo de alfabetização (1º ao 3º ano). Toma como objeto de análise duas atividades de extensão ofertadas pelo Departamento de Teoria e Práticas Pedagógicas (DTPP/UFSCar), via parceria Universidade-Escola, ambas relacionadas ao trabalho com a unidade temática Álgebra nos anos iniciais. A metodologia, de natureza qualitativa com caráter descritivo-analítico, descreve a experiência do grupo analisado a partir de seus encontros em dois momentos distintos: 2019 e 2021. Os instrumentos de produção de dados incluem: 1) análise documental: acervo de relatórios dos projetos em parceria com uma escola pública da rede estadual, acervo fotográfico e relatos escritos decorrentes das experiências que ocorreram em 2019; 2) entrevista semiestruturada com três professoras (1º, 2º e 3º ano) e com o professor formador, coordenador das ações empreendidas; e 3) registros das interações virtuais via encontros síncronos pelo Google Meet no horário de "Aulas de Trabalho Pedagógico Coletivo" (ATPC), ocorridas em 2021. Os resultados obtidos evidenciam que embora a formação continuada, no caso pesquisado, empreendeu esforços consideráveis para que o grupo apresentasse características colaborativas, desde a constituição do grupo em 2019, esta parece, dadas as limitações e os desafios, quando o assunto é pensamento algébrico, ter caminhado mais na perspectiva de problematização da temática em um movimento de reflexão sobre a prática a partir de estudos teóricos centrado no ambiente escolar, o que contribuiu para a ampliação do repertório didático-pedagógico das participantes. Tal realidade, emergente de inúmeros desafios no aprofundamento do tema, releva um caminho a seguir, que não é o único, mas profícuo: o do trabalho colaborativo e de sua reinvenção, transgressão e insubordinação criativa, características estas tão necessárias ao contexto remoto, por exemplo. Diante dos elementos colocados, um resultado central localiza-se na dimensão do desenvolvimento profissional das professoras que ensinam Matemática em processos reflexivos que culminaram na possibilidade de repensar suas ações e melhor organizarem seu trabalho com a unidade temática "Álgebra" nos anos iniciais.

Dissertação · 2018
Palavras-chave:Letramento matemáticoHistórias infantisAnos iniciais do ensino fundamentalSignificações matemáticasPNAICChildren’s histories

Letramento matemático e histórias infantis : significações matemáticas em um 2º ano do ensino fundamental

Souza, Talita Fernanda de

Resumo em português

A presente pesquisa possui abordagem metodológica qualitativa e investigou os significados matemáticos produzidos por estudantes de um 2º ano do Ensino Fundamental e como foram evidenciados, quando envolvidos em práticas com o uso de histórias infantis no ensino de Matemática, a fim de responder a questão de pesquisa: “Quais os processos de significações matemáticas de estudantes de um 2º ano do Ensino Fundamental em um trabalho articulando histórias infantis e letramento matemático?”. Mediante um trabalho de parceria estabelecido entre pesquisadora e uma professora de um 2º ano do Ensino Fundamental, histórias infantis foram utilizadas como recurso pedagógico no ensino de Matemática. Como essa proposta se fez presente no PNAIC de alfabetização matemática (BRASIL, 2014), um programa voltado para a formação de professores alfabetizadores, tivemos como requisito estabelecer a parceria com uma professora alfabetizadora que tivesse participado de tal formação. Por meio de transcrições de vídeos das aulas em que as histórias infantis foram utilizadas como recurso pedagógico; resoluções dos alunos, oriundas de tarefas elaboradas a partir das histórias infantis; e entrevista com a professora parceira, foi possível analisar as significações matemáticas dos estudantes. Para a análise dos dados, elegemos três categorias: a primeira diz respeito aos significados matemáticos explicitados pelos alunos nos momentos de leitura e de discussão das histórias infantis; a segunda refere-se às significações matemáticas dos alunos nos momentos de resolução de problemas elaborados a partir dos livros infantis; e a terceira categoria diz respeito à percepção da professora acerca da aprendizagem matemática dos alunos quando é feito o uso de histórias infantis para o ensino dessa área do conhecimento e da parceria estabelecida. Podemos destacar que, as significações matemáticas dos estudantes aconteceram de forma contextualizada e se relacionaram a conceitos matemáticos presentes nas histórias infantis utilizadas para o ensino de Matemática durante a pesquisa. Os alunos relacionaram conceitos matemáticos às suas vivências, ao enredo da história infantil, aos seus conhecimentos cotidianos e não-cotidianos, evidenciando tais significações na leitura, na resolução de problemas e nas socializações das resoluções, por meio da oralidade, da escrita e do desenho. Compreendemos que as ações da professora durante as aulas foram essenciais para a produção de significados pelos alunos, servindo como modelo de letramento para eles. Também foi possível observar como uma proposta presente no PNAIC se efetivou em sala de aula, trazendo à tona questões importantes sobre o trabalho docente e a formação de professores.

Dissertação · 2017
Palavras-chave:Avaliação educacionalAvaliação matemática no ensino fundamentalConcepção de professores sobre avaliaçãoEducational evaluationMathematics evaluation in elementary schoolTeachers’s conception on evaluation

Concepções e práticas sobre avaliação na perspectiva de professoras de matemática

Xavier, Laura Rodrigues

Resumo em português

Este trabalho apresenta uma pesquisa qualitativa inserida no contexto da avaliação educacional com foco sobre a avaliação em matemática. O objetivo principal foi identificar se o bom desempenho dos alunos em matemática nas avaliações externas, de algum modo, é reflexo das práticas avaliativas realizadas pelos professores no âmbito da sala de aula. De natureza etnográfica, com pesquisa de campo, os dados foram constituídos na escola, local de investigação do problema. Como sujeitos da pesquisa, foram selecionadas três professoras de Matemática do Ensino Fundamental II de uma escola pública estadual do município de Bauru – SP, que possuía elevado IDEB (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica). Os dados foram produzidos por meio de entrevistas semiestruturadas com as professoras, participações pontuais da pesquisadora em reuniões pedagógicas na escola e registros em notas de campo. A partir dos dados constituídos, o intuito analítico foi captar aspectos relacionados à avaliação praticados na escola, cenário da investigação; concepções sobre avaliação educacional reveladas pelas participantes da pesquisa; e relações entre o que se avalia em sala de aula e o que se avalia externamente. A análise dos dados se deu por meio da elaboração de categorias, que foram constituídas a partir do movimento de leitura e releitura das entrevistas transcritas. Tal movimento foi guiado à luz do conceito de avaliação formativa como sendo um processo integrado ao de ensino e aprendizagem. A partir dos resultados, percebe-se que um processo avaliativo formativo engloba muito mais do que a realização de provas e, assim, pode-se concluir que, quando o professor avalia em uma perspectiva com tendência formativa, o processo avaliativo torna-se coautor de um bom desempenho em avaliações externas.

Dissertação · 2016
Palavras-chave:Alfabetização matemáticaGeometriaFormação continuada de professoresPacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa (Brasil)Mathematical literacyContinuing teacher education

A geometria no ciclo de alfabetização : outros olhares a partir do PNAIC 2014

Francischetti, Elisângela Aparecida

Resumo em português

A presente pesquisa tem como objetivos identificar as percepções de quatro professoras alfabetizadoras, sob a sua própria perspectiva, a respeito da formação continuada recebida; identificar e analisar práticas pedagógicas para a alfabetização matemática sob a perspectiva do letramento; e, identificar as marcas dessa formação em relação ao ensino e a aprendizagem da geometria, em decorrência do Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa (PNAIC), em 2014. A metodologia deste estudo é de natureza qualitativa. A coleta dos dados foi realizada em duas escolas de uma rede municipal de ensino do interior paulista e, considerou os seguintes instrumentos: questionários e entrevistas semiestruturadas fornecidos pelas docentes e observações em sala de aula das práticas pedagógicas de alfabetização matemática, contendo as percepções da investigadora, registradas em diário de campo. A investigação relativa à formação de professores pautou-se nos aportes de Nóvoa (1999), Tardif e Raymond (2000), Tardif (2000; 2002), Mizukami et al. (2002), Reali (2009), Imbernón (2010) e Candau (2011). Em relação ao ensino da matemática nos anos iniciais, consideramos os estudos de Nacarato, Mengali e Passos (2011) e Serrazina (2012) e, a respeito ao ensino e aprendizagem da Geometria nos anos iniciais, reportamo-nos às pesquisas de Lorenzato (1993), Passos (2000), Pavanello (1989; 1993; 2004), Nacarato e Passos (2003; 2014) e Conti (2015). Os resultados, produtos da análise das respostas emitidas pelas docentes investigadas, mostram que a partir das formações do PNAIC houve uma ampliação de práticas de ensino contextualizadas nas aulas de matemática, fruto de intervenções didáticas que estimularam a construção do conhecimento matemático de maneira significativa, considerando o protagonismo docente como elemento chave desta construção de saberes da docência. O programa também desenvolveu nas docentes uma maior conscientização quanto à importância do desenvolvimento do pensamento geométrico desde os anos inicias do ciclo de alfabetização, ampliando as possibilidades pedagógicas quanto em relação aos elementos figurais quanto aos conceituais. A pertinência desta pesquisa firma-se na relevância social do tema, buscando um aprofundamento teórico sobre os conceitos de alfabetização matemática na perspectiva do letramento, ensino e aprendizagem da geometria no ciclo de alfabetização, assim como o desenvolvimento profissional docente; colaborando assim para os processos de desenvolvimento da autonomia do profissional e consequentemente objetivando a melhoria da qualidade de ensino da matemática no ciclo de alfabetização.

Dissertação · 2015
Palavras-chave:Conceito de FunçãoEnsino de ÁlgebraEncontros Nacionais de Educação MatemáticaFunction of ConceptAlgebra TeachingEncontro Nacional de Educação Matemática

O conceito de função nas pesquisas dos Encontros Nacionais de Educação Matemática (1987-2013)

Vasconcelos, Lívia de Oliveira

Resumo em português

A presente pesquisa teve como objetivo investigar o que revelam as pesquisas publicadas nas onze edições do Encontro Nacional de Educação Matemática (ENEM) ocorridos no período entre 1987 até 2013, em relação ao conceito de função. Para isso, foi necessário um aprofundamento acerca do conceito de função a partir das obras de Karlson (1961) e Caraça (1984), investigando aspectos do seu desenvolvimento na perspectiva denominada por Sousa (2004) como lógico-histórica. O processo de formalização científica de tal conceito foi explorado nas obras de Boyer (1974); Chaves e Carvalho (2004); Souza Júnior (2007); Karlson (1961) e Zuffi (2001). Tais estudos evidenciaram a necessidade de compreender como esse conceito foi levado do campo científico para as salas de aulas, levando-nos a investigar como se deu o processo de disciplinarização de tal conceito e como o mesmo foi proposto em alguns documentos curriculares nacionais. Tais percursos teóricos foram necessários para fundamentar a análise dos artigos do ENEM selecionados para esta pesquisa. Os artigos do ENEM centrados no conceito de função foram submetidos a procedimentos de Análise de Conteúdo na perspectiva de Bardin (2011). A seleção de artigos considerados relevantes para esta pesquisa se deu por dois métodos: dos seis anais das primeiras edições foi realizada uma leitura dos Anais na íntegra, identificando aqueles centrados no conceito de função; a partir da sétima edição, os anais estavam disponibilizados online em formato de texto, o que nos permitiu fazer uma busca pelos descritores: função, funções e álgebra consultando título, palavras-chave, resumo e corpo do texto. Tal busca localizou 78 artigos de comunicação científica, que foram lidos na busca de temáticas convergentes. Nesse processo identificamos temas que foram organizados em quatro unidades de análise: A importância do conceito de função; compreensão conceitual; obstáculos de ensino e aprendizagem; e metodologias que contribuem para compreensão do conceito de função. As análises mostraram que a importância do conceito de função está relacionada a seu papel social, seu potencial articulador dos conteúdos da matemática e a sua utilidade para outras ciências. Os autores pontuam que os principais significados necessários à compreensão do conceito de função são a noção de relação, de dependência, de variáveis, de movimento/transformação,domínio, contradomínio e imagem. As análises também nos permitiram listar os principais fatores que por vezes obstaculizam a aprendizagem do conceito de função, sendo eles: a redução do conceito de função a um/alguns de seus significados, a abordagem excessivamente formal e a má compreensão por parte do professor em relação a este conceito. Segundo as análises, métodos mais eficientes de ensino estão relacionados à introdução mais contextualizada do conceito de função, ao uso de softwares em sala de aula (principalmente para explorar a representação gráfica de forma mais dinâmica) e a uma interpretação articulada das várias formas de representar uma mesma função. O procedimento de análise evidenciou que os autores das pesquisas apresentadas nos ENEM já exploram tal conceito valorizando os significados intrínsecos ao mesmo. Tendo isso, tal pesquisa convida-nos a outros estudos a respeito das relações existentes entre as pesquisas da Educação Matemática e o que ocorre nas salas de aula.

Dissertação · 2015
Palavras-chave:Educação matemáticaEducação de jovens e adultosEnsino fundamentalMathematics EducationYouth and Adult EducationInitial years

Práticas matemáticas em uma turma do primeiro segmento da EJA

Brito, Jessica de

Resumo em português

A motivação para realizar esta pesquisa foi concomitante ao interesse pelo processo de ensino e aprendizagem da matemática pelos alunos da Educação de Jovens e Adultos (EJA). A proposta da pesquisa pautou-se, por critério, na realização de tarefas matemáticas capaz de relacionar conhecimentos matemáticos adquiridos, na experiência de vida desses educandos, com saberes aprendidos na escola. A questão norteadora deste trabalho foi: Quais foram os desafios e possibilidades no processo de ensino e de aprendizagem da matemática em uma sala do termo I do 1º segmento da Educação de Jovens e Adultos? Partindo-se dessa indagação, buscou-se investigar como ocorre o processo de ensino e aprendizagem da matemática numa sala de aula de Educação de Jovens e Adultos (EJA) do Termo I do primeiro segmento em uma escola da rede municipal de uma cidade do interior paulista. Metodologicamente a pesquisa valeu-se de uma abordagem qualitativa. Embasaram essa investigação referenciais teóricos atinentes à educação escolar do aluno jovem e adulto, além da Educação Matemática na EJA. O local da coleta de dados foi em um Centro Municipal de Educação Infantil (CEMEI), que atendia a crianças nos períodos diurno e noturno em Educação de Jovens e Adultos. Participaram do estudo uma professora da EJA e seus 13 alunos, e a coleta de dados foi realizada mediante duas entrevistas - inicial e final - com a professora da EJA; tarefas de matemática desenvolvidas com alunos; diálogos reflexivos com a professora registrados no diário de campo e entrevista com alguns alunos da EJA. A análise dos dados deu-se por eixos e subeixos de análise. O primeiro eixo intitula-se O jogo que não foi jogado e o segundo, As práticas matemáticas através dos contextos, que se subdividiu em dois subeixos: Tarefa do livro didático: o uso do material dourado e do ábaco e O cotidiano dos alunos através da resolução de problemas. Os resultados permitiram observar a ocorrência de práticas matemáticas oriundas do cotidiano e da escola. A maioria dos alunos, ainda que autônomos nas práticas matemáticas fora da escola, não conseguia realizar por conta própria tarefas matemáticas escolares. De certo modo, as práticas escolares vivenciadas pela turma cerceiam-lhes a autonomia, fato esse impeditivo da cidadania que lhes é de direito. Em contrapartida, observou-se que, em tarefas matemáticas relacionadas ao dia a dia desses alunos, eram extraídos relatos das experiências vivenciadas por eles. O desenvolvimento de situações-problemas do cotidiano, com diálogos e intervenções realizados em sala de aula entre pesquisadora, professora e alunos, possibilitou que estes últimos ampliassem seus conhecimentos em matemática. Esta pesquisa também revelou que a matemática era tida pela professora e pelos alunos como uma disciplina difícil de ensinar e de aprender. Concluímos, portanto, que a matemática ensinada naquela turma é um misto de práticas matemáticas advindas de diversos contextos os quais foram, ou ainda são, de grande importância para os educandos jovens e adultos da EJA.

Dissertação · 2014
Palavras-chave:Metodologia de resolução de problemasEducação matemáticaPrática docenteProblem solving metodologyMath educationTeaching practice

Elementos da proposta freiriana em práticas docentes de professoras dos anos iniciais em um ambiente de resolução de problemas matemáticos

Faustino, Ana Carolina

Resumo em português

Este estudo, de cunho qualitativo, tem como objetivo investigar que elementos da epistemologia freiriana estão presentes nas práticas de professoras dos anos iniciais ao criar um ambiente de resolução de problemas nas aulas de matemática. A questão norteadora da pesquisa é: “Que elementos da proposta freiriana favorecem a construção de práticas docentes por meio da resolução de problemas nas aulas de matemática dos anos iniciais do ensino fundamental?” A partir do objetivo geral, foram projetados três objetivos específicos: analisar que elementos da prática docente contribuem para o trabalho de resolução de problemas durante as aulas de matemática dos anos iniciais do ensino fundamental; identificar e analisar as interações realizadas entre os alunos e alunas e entre eles e a professora durante o trabalho com a metodologia de resolução de problemas nas aulas de matemática e identificar e descrever alguns elementos da proposta freiriana que favorecem a construção de práticas docentes por meio da resolução de problemas nos anos iniciais do ensino fundamental. A produção dos dados foi realizada em duas turmas do 5º ano do ensino fundamental de uma escola pública, do interior de São Paulo. Foram utilizados como instrumentos de pesquisa: diário de campo, relatórios de entrada múltipla, entrevista semiestruturada e diálogos reflexivos com duas professoras. Para a análise dos dados construídos, recorreu-se à triangulação dos dados que resultou na elaboração de duas seções que abordam a “Prática Docente” e “Interação e diálogo”. Na primeira delas, foram analisadas as entrevistas com as professoras, as anotações do diário de campo e os relatórios de entrada múltipla focalizando os elementos constituintes da prática docente das professoras. Na segunda, foram focalizadas a interação e o diálogo na busca pela construção de uma aula de matemática dialógica.Visando contribuir para o campo do ensino e de aprendizagem de matemática, foram identificadas práticas docentes que contribuem para que os alunos e as alunas possam reflitir e interagir sobre o problema matemático, adquirir um jeito pessoal para resolvê-los e encontrar neles o sentido genuíno da descoberta, do enriquecimento intelectual, da tomada de decisões, possibilitando que ele ou ela ultrapasse o papel de mero repetidor e/ou aplicador de fórmulas que não dialogam com sua vida cotidiana. Os resultados obtidos neste estudo possibilitaram indentificar alguns aspectos das práticas docentes das professoras, durante as aulas de matemática, que vão ao encontro dos elementos da proposta freiriana. Considera-se que a ênfase no ensino de matemática, nos anos iniciais do ensino fundamental, não consiste na busca de respostas certas e prontas, mas no processo de problematização a partir do diálogo entre as crianças e entre e estas e a professora em torno do problema metmático. Os envolvidos no processo de ensino e aprendizagem valorizam a comunicação na forma de diálogo para interação entre eles e elas, o que resulta em melhoria na prática docente e na concepção do aluno ou da aluna quanto à matemática.

Dissertação · 2012
Palavras-chave:Educação matemáticaResolução de problemasSaberes docentesProfessores - formaçãoTrabalho colaborativoProblem solving methodology

Resolução de problemas na formação continuada e em aulas de matemática nos anos iniciais

Oliveira, Sandra Alves de

Resumo em português

Este texto relata uma pesquisa de natureza descritiva e interpretativa, que analisou desafios, dilemas, saberes e aprendizagens presentes no processo de formação continuada com um grupo de 16 professores dos anos iniciais, participantes de uma atividade de extensão - ACIEPE: A Matemática nos Anos Iniciais: Programa de Formação Contínua de Professores dos Anos Iniciais da Secretaria Municipal de Educação de São Carlos - durante o primeiro semestre de 2011, ao estudarem e utilizarem a metodologia da resolução de problemas nas aulas de matemática. Os referenciais teóricos que embasaram a investigação estão ancorados nos estudos a respeito da resolução de problemas e da formação de professores. A organização da equipe/grupo que participou da formação continuada alicerçou a pesquisa. A formação continuada se deu numa perspectiva de trabalho colaborativo. Os dados empíricos foram construídos através de questionário, entrevistas semiestruturadas, registro em áudio e vídeo, material escrito, diário de campo reflexivo produzido pelos professores participantes e pela pesquisadora, que atuou como formadora e acompanhou ações dos professores nas aulas de matemática. A análise dos dados indica que a abordagem do tipo trabalho colaborativo contribuiu para que os professores participantes ressignificassem saberes e concepções sobre resolução de problemas nas aulas de matemática e implementassem práticas mais significativas em suas aulas. As atividades desenvolvidas e criadas na formação continuada contribuíram para que os 16 professores participantes utilizassem, nas suas aulas de matemática dos anos iniciais, a metodologia da resolução de problemas na perspectiva apontada por Van de Walle, Onuchic, Vila e Callejo. O processo da formação foi importante porque valorizou os saberes e as aprendizagens docentes e possibilitou aos professores construir e reconstruir outros; expressar suas experiências, seus sentimentos em relação às suas práticas e seus desejos para o desenvolvimento da metodologia da resolução de problemas no ensino e na aprendizagem de matemática nos anos iniciais; apropriar-se dos conhecimentos teóricos e práticos no processo ensino-aprendizagem da matemática e/ou ressignificá-los. Esses conhecimentos contribuíram para a prática da metodologia da resolução de problemas em aulas de matemática dos anos iniciais.

Dissertação · 2009
Palavras-chave:Matemática - estudo e ensino (Ensino Fundamental)Tarefas investigativasSéries iniciaisMetodologia de ensinoInvestigative workMathematics teaching

Compartilhando conhecimentos no ensino de matemática nas séries iniciais: uma professora no contexto de tarefas investigativas

Bertini, Luciane de Fatima

Resumo em português

O interesse e a preocupação com o ensino de matemática nas séries iniciais do Ensino Fundamental foram o impulso inicial para elaboração da presente pesquisa. A opção pelas tarefas investigativas como foco da pesquisa reflete a busca pela superação do ensino de matemática baseado na reprodução de procedimentos e algoritmos. Essas tarefas propõem uma mudança na dinâmica da sala de aula, envolvendo os estudantes de forma mais ativa em sua aprendizagem e principalmente incentivando a criatividade e a reflexão. A questão que norteou o desenvolvimento da pesquisa foi: Quais as potencialidades e as limitações do uso de tarefas investigativas no ensino de matemática nas séries iniciais do Ensino Fundamental a partir das ações e das reflexões de uma professora? Pretendendo colaborar e ampliar as discussões sobre o uso dessas tarefas, este estudo qualitativo, com características da pesquisa-ação, traz reflexões sobre a viabilidade do uso de tais tarefas nas séries iniciais por professores polivalentes. Os referenciais teóricos que embasam a pesquisa dizem respeito a estudos sobre as tarefas investigativas e o cenário de mudança proposto ao professor quando utiliza uma nova metodologia. O referencial a respeito desse cenário envolve as questões de medo e de insegurança e aponta a reflexão e a parceria como forma de superá-las. A coleta de dados foi realizada com a professora e os estudantes de uma terceira série (atual quarto ano do ensino fundamental de nove anos) de uma escola pública municipal e envolveu uma relação de parceria entre a professora e a pesquisadora nos momentos de estudo, preparação e reflexão sobre as tarefas desenvolvidas em sala de aula. Compõem os dados desta pesquisa: entrevista com a professora, gravações em áudio e vídeo, questionário respondido pela professora e relatórios feitos por ela, registros dos estudantes e anotações da pesquisadora. A análise desses dados foi realizada de fora a destacar os momentos que compõem o movimento da sala de aula nos quais foi possível, através das ações e reflexões da professora, perceber e destacar potencialidades e limitações do uso das tarefas investigativas nas séries iniciais. As potencialidades levantadas nessa investigação apontam para a possibilidade do uso dessas tarefas no ensino de matemática nas séries iniciais contribuindo não só para aprendizagens matemáticas, mas também no desenvolvimento de atitudes como autonomia e respeito ao outro. As limitações observadas foram superadas ou minimizadas em muitos momentos através da atitude reflexiva da professora e do trabalho em parceria e compartilhado com a pesquisadora. O estudo indica que, se o descompasso entre uma proposta metodológica inovadora, como a das investigações matemáticas nas séries iniciais, e uma estrutura escolar que privilegia aspectos do ensino tradicional não for superado, por mais sucesso que essa proposta possa trazer, ela ficará restrita apenas a um pequeno universo.

Dissertação · 2009
Palavras-chave:Educação matemáticaModelagem matemáticaFormação inicialEstágio supervisionadoInitial educationMathematical modeling

Modelagem matemática nas atividades de estágio: saberes revelados por futuros professores

Almeida, Rafael Neves

Resumo em português

Este trabalho foi desenvolvido tendo como pressuposto a ideia de que o estágio supervisionado é um espaço importante na formação docente e se propôs a identificar quais as possíveis relações/influências da modelagem matemática como parte das atividades de estágio de futuros professores de matemática. A pesquisa, de cunho qualitativo, foi desenvolvida em uma escola pública estadual da cidade de São Carlos. Contou com a participação de dois estudantes do curso de Licenciatura em Matemática que cursavam a disciplina Estágio Supervisionado de Matemática na Educação Básica 2. Eles elaboraram, em parceria com o autor desta pesquisa, três projetos de modelagem matemática, que foram desenvolvidos com alunos da 7ª série do Ensino Fundamental. No estudo de caso, os graduandos desenvolveram os três projetos, gerando como material empírico: entrevistas com os estagiários, vídeos das aulas, documentos produzidos pelos alunos da escola e documentos produzidos pelos estagiários (diários de campo, diários reflexivos e relatórios do estágio). Como aportes teóricos foram considerados os trabalhos de Tardif (2002) e Mizukami (2004) para compreender como ocorre a aprendizagem docente; os trabalhos de Moura (1999) e Pimenta (2004) contribuíram para entender o Estágio Supervisionado como um ambiente de construção do saber docente e os estudos de Borba (1999), Biembengut (1999) e Barbosa (2001c), para construir uma concepção sobre o uso da modelagem matemática no ensino de Matemática. O foco de investigação foi a ação dos estagiários durante o estágio supervisionado, ao desenvolverem projetos de modelagem matemática, buscando analisar que saberes, conflitos e reflexões são produzidos por eles nesse processo. A pesquisa mostrou a potencialidade de a modelagem matemática ser abordada na formação inicial como parte das atividades de estágio, quando graduandos se aventuram nas primeiras experiências como professores, e evidenciou a produção de saberes docentes.

Dissertação · 2008
Palavras-chave:Educação e licenciaturaProfessores iniciantesTecnologias da informação e comunicaçãoLicenciatura em matemáticaInício de carreira docenteTeaching license in mathematics

Da licenciatura ao início da docência: vivências de professores de matemática na utilização das tecnologias da informação e comunicação

Carneiro, Reginaldo Fernando

Resumo em português

Esta pesquisa buscou investigar as contribuições da Licenciatura em Matemática da UFSCar e as vivências dos professores em início de carreira ao introduzirem e utilizarem as Tecnologias da Informação e Comunicação TIC em suas aulas. Esse estudo é de natureza qualitativa e constou de três momentos distintos: no primeiro, tentei, por meio de questionários, identificar os formados na Licenciatura que estavam atuando no magistério e que utilizavam algum recurso tecnológico em suas práticas; no segundo, os professores que disseram utilizar as tecnologias responderam a outro questionário com o intuito de se apreender as contribuições da formação inicial no que se refere ao uso das TIC; e, por fim, no último momento, foram selecionados quatro docentes para conceder entrevistas semi-estruturadas com o objetivo de identificar suas vivências do início de carreira na introdução e utilização das tecnologias. Na fase de análise, realizei uma primeira tentativa de organização dos dados em tabelas para facilitar a visualização da totalidade das respostas e depois empreendi uma análise mais sistemática desses dados, fazendo inferências, levantando hipóteses e dialogando com a literatura da área. Desse processo resultaram três categorias de análise: (1) as contribuições da formação inicial para a utilização das Tecnologias da Informação e Comunicação, (2) as características da sobrevivência e (3) as características da descoberta. Nas categorias sobre as características da sobrevivência e da descoberta, identifiquei aspectos próprios do início de carreira, como também alguns outros que surgiram quando os professores fizeram uso das tecnologias. A discussão dos resultados evidenciou que a Licenciatura em Matemática da UFSCar proporcionou o contato dos formados com ambientes de discussão e reflexão sobre a utilização das TIC, possibilitando que se tornassem autônomos para buscar novas formas para abordar os conteúdos matemáticos. Apesar de essa formação inicial ter abordado essa temática, nas vivências dos docentes foram identificados muitos dilemas e desafios, demonstrando a complexidade que permeia essa prática. Além das dificuldades, questionamentos, medos, angústias e inseguranças freqüentes no início de carreira manter a disciplina na sala de aula, conseguir motivar os alunos, cumprir todo o programa, medo de não conseguir ensinar e começar a lecionar para uma turma já durante o andamento do ano letivo , apontadas pela literatura nacional e internacional sobre essa temática, outras são acrescidas devido à utilização dessas ferramentas, entre as quais destaco: número insuficiente de equipamentos, a grande quantidade de alunos por turma, a falta de manutenção dos computadores, laboratórios de informática que não têm estrutura para receber uma grande quantidade de estudantes, falta de conhecimento dos alunos sobre as tecnologias, falta de softwares específicos para o ensino de Matemática instalados nos computadores e medo devido a imprevisibilidade dessas aulas. Contudo, as diversas maneiras com que foram utilizadas as tecnologias evidenciaram muita criatividade e clareza dos objetivos, sendo que as experiências positivas dessa fase podem ter contribuído para minimizar o choque de realidade e, além disso, outras vivências, como a participação em cursos de formação continuada e o apoio de grupos colaborativos, podem ter ajudado nessa fase do desenvolvimento profissional.

Dissertação · 2008
Palavras-chave:Atividade exploratorio-investigativaMatemática ensinoComunicação na educaçãoEnsino de álgebraComunicação aula de MatemáticaActivity-exploratory research

Tarefas exploratório-investigativas para o ensino de álgebra na 6ª série do ensino fundamental : indícios de formação e desenvolvimento da linguagem e do pensamento algébricos

Dechen, Tatiane

Resumo em português

A presente pesquisa, de caráter qualitativo, teve origem com a prática docente da pesquisadora, nos desafios encontrados no ensino de álgebra e nos estudos realizados a respeito das investigações matemáticas como uma metodologia potencialmente motivadora e de resultados positivos em relação ao desenvolvimento da linguagem e do pensamento algébricos. Com o objetivo principal de identificar indícios de formação e desenvolvimento da linguagem e do pensamento algébricos de alunos que estão iniciando a aprendizagem nesse tema, foram observadas a dinâmica e as comunicações que ocorreram no desenvolvimento de tarefas exploratório-investigativas em duas turmas de 6ª série do Ensino Fundamental em uma escola particular da cidade de Americana - SP. A pesquisa foi feita em parceria com uma professora que, além de possuir experiência docente, já havia pesquisado e trabalhado com atividades exploratório-investigativas. Pesquisadora e professora parceira construíram as tarefas desenvolvidas durante a investigação com a colaboração dos participantes do Grupo Colaborativo de Estudos em Educação Matemática (GCEEM), do qual ambas fazem parte. Diante dos dados da pesquisa, um segundo objetivo foi estabelecido: identificar algumas potencialidades e limites da utilização de tarefas exploratório-investigativas no atual contexto educacional. Com o foco na dinâmica da aula, na comunicação proporcionada por tarefas exploratório-investigativas e no ensino da álgebra, foi possível aprofundar a análise da primeira tarefa, em que os alunos eram levados a explorar uma situação e analisar uma regularidade. Nas trocas de idéias entre os alunos, com a professora e nos registros feitos durante o desenvolvimento da tarefa, foi possível identificar os indícios de formação e desenvolvimento da linguagem e do pensamento algébricos. Os dados foram coletados e analisados, segundo diversos referenciais teóricos sobre investigações matemáticas, comunicação e ensino de álgebra. Para construir a análise dos objetivos traçados, primeiramente buscou-se identificar e analisar as comunicações dos alunos e da professora, tanto a oral como a escrita, ocorridas durante a realização da tarefa. Os dados analisados foram agrupados em três blocos: (1) O movimento da aula investigativa e os indícios do pensamento e da linguagem algébricos. (2) Os movimentos da sala de aula que geraram conflitos e dificuldades. (3) O conflito entre o pensamento e a linguagem. Durante a análise notou-se que as dificuldades encontradas pelos alunos tiveram origem na falta de conceitos principalmente o de variável e na diferente linguagem usada pela professora. Foi possível observar que os alunos, ainda com o pensamento aritmético, foram induzidos a usar a linguagem simbólica usada pela professora sem antes desenvolver os conceitos necessários. Pôde-se ainda perceber alguns limites dentro do contexto educacional, como o tempo necessário para dar significado aos conceitos. Ao identificar os indícios, ficou claro que é preciso que os alunos sintam necessidade de usar a álgebra simbólica pensar cientificamente para resolver problemas, ou seja, precisam ser estimulados para que a álgebra tenha significado.

Dissertação · 2008
Palavras-chave:Matemática ensinoFormação profissionalPesquisa - prática profissional

Uma investigação sobre a prática pedagógica: refletindo sobre a investigação nas aulas de matemática

Abreu, Maria das Graças dos Santos

Resumo em português

Esta pesquisa, de abordagem qualitativa, foi realizada em escolas das redes pública estadual e particular da cidade de Campinas SP. Trata-se de uma pesquisa da própria prática que busca compreender as transformações ocorridas na prática num contexto de realização de tarefas exploratório-investigativas nas aulas de matemática. Estas tarefas são propostas de trabalho, em que os alunos exploram uma situação aberta, procuram regularidades, formulam problemas, criam conjecturas, argumentam e comunicam oralmente ou por escrito as suas conclusões. Este estudo, que tem o olhar voltado para a própria prática profissional da investigadora, visa analisar e compreender como se dá o processo de desenvolvimento profissional num ambiente de tarefas exploratório-investigativas e a interpretação da própria prática num contexto de aulas investigativas. A investigação orientou-se pela questão: Quais as contribuições que um trabalho com tarefas exploratório-investigativas traz para o processo de reflexão sobre a própria prática e para a transformação de alguns saberes docentes e discentes? A documentação necessária para o estudo foi constituída de: registros-escritos dos alunos, colhidos em diferentes momentos da trajetória profissional; registros escritos da professora-investigadora, colhidos em forma de narrativa, que serviram como diário de campo; registros em áudio de dois grupos de trabalho e de uma aula de socialização dos resultados. O desenvolvimento deste trabalho se deu em três partes: a primeira delas apresenta a metodologia escolhida para o desenvolvimento da pesquisa, os dados e uma narrativa da trajetória profissional da professora, desde o tempo de estudante, a graduação, os primeiros anos de docência e a volta à Universidade para o mestrado; a segunda parte apresenta os referenciais teóricos sobre formação de professores, saberes docentes, professor-pesquisador e professor pesquisador da própria prática, também apresenta uma síntese que busca as diferenças e aproximações entre a resolução de problemas e as investigações matemáticas, a terceira parte apresenta a análise dos dados coletados e centrados em três eixos: (a) mediação/interação realizada pela professora; (b) autonomia adquirida pelo aluno; e (c) a aula de matemática como um espaço epistemológico de produção de conhecimentos. Na parte final deste trabalho encontramos as reflexões produzidas pela professora decorrentes da produção das narrativas, dos estudos realizados e das análises do material coletado. Os resultados apontam para a importância da pesquisa do professor sobre a sua própria prática que neste movimento de investigar a sua atuação em sala de aula, acaba por investigar o seu próprio mundo, investigando-se, conhecendo-se, colocando-se junto com os alunos para assim poder refletir e rever os saberes já adquiridos transformando-os em novos saberes e produzindo novos conhecimentos para si e para outros professores de matemática. Também apresenta o desenvolvimento dos alunos em relação ao trabalho com as tarefas de investigação, apontando que este modelo de trabalho oferece oportunidade de participação individual e coletiva; autonomia para criação e desenvolvimento matemático

Dissertação · 2007
Palavras-chave:Professores formaçãoFormação contínuaEnsino de geometriaAtividade exploratório-investigativaEducação de crianças - matemática

Investigando geometria: aprendizagens de professoras da educação infantil

Lamonato, Maiza

Resumo em português

A presente pesquisa tem sua origem na prática docente da pesquisadora e nos estudos que indicam a ausência do ensino da geometria na Educação Básica bem como nas pesquisas que apontam para as possibilidades formativas da investigação matemática no ensino de matemática e naquelas que especificamente consideram a geometria como campo privilegiado para a exploração e a investigação. Objetivou-se investigar os conhecimentos revelados por quatro professoras que ensinam matemática para crianças de seis anos que cursam a Educação Infantil tendo como foco os momentos nos quais tais professoras: envolvem-se em atividades exploratório-investigativas de geometria, discutem sobre o ensino deste campo da matemática, elaboram tarefas a serem implementadas em suas salas de aula, realizam a ação pedagógica e refletem sobre a ação pedagógica. Além disso buscou-se investigar as possibilidades formativas das atividades exploratório-investigativas na constituição e ressignificação do conhecimento do professor e as possibilidades de tais atividades no ensino de matemática para crianças de seis anos a partir das ações desenvolvidas pelas professoras participantes. A pesquisa tem abordagem qualitativa cujos referenciais teóricos são fundamentados nas pesquisas que tratam do conhecimento do professor, considerando o aprender a ensinar como um processo contínuo, influenciado por diversas fontes e nos estudos sobre as atividades exploratório- investigativas no ensino de matemática. Os dados empíricos provém de um curso de formação contínua e são constituídos de: diário de campo da pesquisadora, registros escritos das professoras, gravações em vídeo e respectivas transcrições referentes aos encontros realizados no referido curso, onde a pesquisadora atuou também como formadora. A análise procedeu a partir de três eixos: o lugar ocupado pela geometria, as atividades exploratório-investigativas e o conhecimento do professor e a reconstrução de conhecimentos profissionais no repensar da prática pedagógica. Na análise confirmou-se que a geometria não é um campo da matemática regularmente presente no trabalho das professoras em conseqüência de suas experiências na formação e no seu trabalho profissional. Durante as atividades realizadas pelas professoras ao aprender geometria no contexto da exploração- investigação matemática foi possível perceber um estranhamento inicial com tarefas de caráter aberto e a evolução para uma postura questionadora e argumentativa. Também foram evidenciados elementos relacionados à importância das tarefas no desenvolvimento da atividade. O repensar da prática pedagógica em decorrência das atividades desenvolvidas e dos momentos formativos de re- flexão compartilhada possibilitou ressignificações sobre como a geometria é entendida no início da Educação Básica estando além das formas geométricas e abrangendo noções espaciais e representações do espaço. Além disso, culminou em reelaborações do conhecimento pedagógico do conteúdo indicando possibilidades da exploração-investigação matemática no ensino de matemática para crianças de seis anos, apontando para mudanças nas atitudes do professor ao assumir uma postura instigadora e questionadora, levando desta forma as crianças a também questionarem e justificarem suas hipóteses, em uma atividade conjunta entre professor e alunos. As ações desenvolvidas na sala de aula pelas professoras participantes confirmaram essas possibilidades, bem como revelaram novas formas de entender as finalidades dos registros das crianças sobre as brincadeiras que realizam.

Dissertação · 2006
Palavras-chave:Professores - formaçãoEnsino - aprendizagem de matemáticaTecnologia educacionalComunicaçãoTeacher formationMathematics teachers conceptions

Concepções manifestadas por professores de Matemática da escola pública sobre a utilização do computador na educação

Souza, Verônica Simão Esteves de

Resumo em português

O objetivo desta pesquisa consiste em trazer contribuições para um repensar a formação do professor, seja ela inicial ou continuada, visando não somente a implementação das TICs no contexto educacional, mas uma educação pública de qualidade. Para isto, buscamos identificar e analisar as concepções manifestadas por professores de Matemática de escola pública, que utilizam regularmente o computador como recurso metodológico, com relação a sua utilização na educação. Pretendemos também: a) identificar como os professores inseriram a tecnologia em sua prática: quais delas inseriram, em quais tipos de atividades e com quais objetivos; b) verificar a formação que esses professores possuem para desenvolver esse trabalho; c) identificar as condições que permeiam o trabalho desses professores com a tecnologia; e d) identificar as principais dificuldades enfrentadas pelos professores e as suas expectativas com relação à informatização da escola. Para atingir esses objetivos foram utilizados questionários, aplicados a 24 professores de Matemática de quatro escolas públicas, e entrevistas com dois dos professores que também responderam aos questionários. A questão de pesquisa que norteou a coleta de dados é a seguinte: Quais são as concepções manifestadas por professores de matemática sobre a utilização do computador na escola? A categorização e análise dos dados basearam-se nos referencias de Formação de Professores e Educação Matemática referente à utilização das Tecnologias de Informação e Comunicação na Educação, focando o conceito de concepções manifestadas abordado por Ponte (2002) e as classificações dos tipos de concepções de professores realizadas por Thompson (1992), Ponte (1992) e Canavarro (1993). Os resultados da pesquisa apontam que, embora os professores participem de cursos de capacitação para a utilização do computador na escola, poucos conseguem implementar o que aprenderam nessas situações, indicando que as ações de formação continuada, da forma como vêm sendo realizadas, não estão repercutindo na prática docente. Além disso, sugerem que os professores utilizam as salas de informática porque acreditam que os alunos precisam conhecer os recursos tecnológicos que permeiam a Sociedade da Informação, porém concebem essa utilização como elemento de motivação e facilitação, caracterizando um fazer o que já se fazia antes, porém de uma forma mais rápida e moderna, afastando-se dos principais objetivos da utilização das TICs na escola.

Dissertação · 2005
Palavras-chave:Professores - formaçãoEnsino de ciênciasSéries iniciaisTeachers educationSciences teachingInitial grades

Os saberes de professores que ensinam ciências nas séries iniciais - um estudo de caso.

Braga, André

Resumo em português

Nesta investigação buscou-se como objetivos principais: a) identificar e analisar os saberes e conhecimentos mobilizados por professoras que ensinam ciências nas séries iniciais em sua prática cotidiana; b) identificar as fontes de aquisição dos saberes e conhecimentos docentes; c) conhecer a relação dos profissionais docentes com seus saberes; d) conhecer a importância atribuída por esses professores às suas relações pessoais e profissionais na construção de seus saberes e conhecimentos; d) identificar as fontes de informação utilizadas pelos professores para o exercício diário da docência. Foi utilizado como base o referencial teórico e as categorias propostas por Tardif (2002), complementadas pelas obras de Shulman (1986), Barth (1993), Gauthier et al. (1998) e Borges (2004). De posse desse referencial foi possível iniciar a construção de um quadro de análise para a atuação de docentes nas séries iniciais do Ensino Fundamental, em relação ao ensino das ciências naturais. Participaram desta investigação duas professoras que atuam em quartas séries do Ensino Fundamental em escolas privadas. Além de serem realizadas entrevistas semi-estruturadas as duas professoras analisaram um caso de ensino relacionado ao ensino de ciências nas séries inicias do Ensino Fundamental e responderam algumas questões que foram apresentadas ao final do texto proposto. A partir da análise dos dados coletados foi possível identificar que no discurso das professoras estão presentes os elementos referentes às cinco categorias de saberes propostas por Tardif (2002): saberes profissionais, saberes disciplinares, saberes curriculares, saberes experienciais e a relação dos professores com os seus saberes. Confirmam-se nas análises a valorização dos saberes experienciais, a utilização de revistas, livros didáticos e sites da Internet como fontes de aquisição dos saberes disciplinares, a ocorrência de subvalorização da formação inicial e a ausência de reflexões mais aprofundadas sobre a organização curricular do nível de ensino em que atuam. Ainda foi possível perceber que, com relação aos conteúdos da área científica não são observadas as concepções de conhecimento científico como verdade estática. A visão de ciência presente no discurso das professoras reconhece o caráter dinâmico das ciências, contudo, sem considerar que a ciência é uma criação humana que pode transformar visões de mundo e por elas ser transformada. Foi percebido que o trabalho coletivo e colaborativo dos docentes é uma importante ferramenta para estimular e reflexão sobre e na prática cotidiana provocando, desse modo, condições para que os professores ressignifiquem os saberes oriundos de variadas fontes externas validando deles se apropriando e, assim, incorporando-os à sua base de saberes experienciais. Desse modo acredita-se que o trabalho coletivo, se bem orientado, pode constituir-se em uma importante via de formação contínua a exemplo do que acontece nos microcentros de formação descritos por Torres (1998).

Lista gerada a partir da API pública do repositório UFSCar (endpoint DSpace /server/api/discover/search/objects), consultada em tempo real. Clique em “Resumo em português” em cada item para expandir.